Volto a este blog, sempre que me apetecer.
Volto a este blog, sempre ao entardecer.
Volto a este blog, se algo acontecer.
Volto a este blog, para não o deixar morrer...
Em breve, serei breve!
Só porque me apeteceu!!!
Volto a este blog, sempre que me apetecer.
Volto a este blog, sempre ao entardecer.
Volto a este blog, se algo acontecer.
Volto a este blog, para não o deixar morrer...
Em breve, serei breve!


"To be, or not
to be, that is the question:
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them? To die, to sleep,
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache, and the thousand natural shocks
That flesh is heir to: 'tis a consummation
Devoutly to be wished. To die, to sleep;
To sleep, perchance to dream – ay, there's the rub:
For in that sleep of death what dreams may come,
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause – there's the respect
That makes calamity of so long life.
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor's wrong, the proud man's contumely,
The pangs of disprized love, the law’s delay,
The insolence of office, and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? Who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscovered country from whose bourn
No traveller returns, puzzles the will,
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all,
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o'er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pith and moment,
With this regard their currents turn awry,
And lose the name of action. Soft you now,
The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons
Be all my sins remembered"
Por volta de 1920, Pavlov ao estudar os processos digestivos dos animais, percebeu que a saliva produzida pelos cães, com o tempo, passava a ser produzida, não só pela presença de comida, mas também pela presença de estímulos externos, que anteriormente não causavam a mesma saliva. O mecanismo do Condicionamento Clássico apresentado, baseava-se em observações feitas em algumas experiências que consistiam em alimentar um cão e ao mesmo tempo (por exemplo) tocar uma campainha. Mais tarde, só o som da campainha, estimulava o cão de tal forma a condicionar e fazer surgir o comportamento de salivar, sem a presença de comida!
O que é que isto tem a ver com Política!? Nada? Errado, TUDO.
Actualmente, a defesa de ideologias, projectos e do POVO, é suplantada pelos interesses partidários, o que é neste momento demasiado evidente, já que quer internamente, quer externamente, os partidos vão salivando ansiosamente pelo “mel do pote”.
Estes instintos básicos e primários, animalescos mesmo, vão ofuscando o que de maior interesse pode e deve ser produzido por quem tem o direito, mas também o dever de gerir os destinos daqueles que representam e os elegeram.
Atente-se que se têm visto mais avanços ao nível da estratégia política e de aproveitamento do momento “politicamente oportuno” para desencadear esta ou aquela acção, de forma a retirar proveitos eleitorais… do que avanços ao nível das estratégias de defesa do “bem comum”, do correcto investimento do erário público, em suma… do POVO!
Diz-nos o bom senso, que se devem colocar os interesses de uma população acima dos pessoais e partidários, o que não se tem verificado ao longo dos últimos tempos. Esta constatação deste facto deve-se não só ao desencadear desta actual crise política, mas também ao “salivamento” que podemos verificar, quer dentro dos partidos, quer entre partidos! Se uns já se põem a jeito para uma qualquer coligação, que já nos trouxe más experiências diga-se, outros levantam já o véu a uma ou outra disputa interna pela sucessão, sucessão essa, que é vista como um trampolim para o “pote de mel”.
As responsabilidades internas pela situação actual têm que ser repartidas por TODOS os responsáveis, sejam eles da oposição, do Governo, do PR, dos gestores, do próprio POVO… e só assumindo essas responsabilidades, se poderá olhar em frente e construir um futuro, já que a maior parte dos debates a que assistimos, a palavra “herança”, tem sido permanentemente arremessada entre bancadas! Com isto não estou a defender um Governo de Salvação Nacional, nem tão pouco o Centrão, mas sim um debate construtivo, a negociação, as cedências, os acordos…
Num curto espaço de tempo defendo:
1. Redução dos deputados da Assembleia da República.
2. Acabar com as empresas Municipais ruinosas.
3. Auditar e aferir as competências de Institutos e PPP.
4. Redução das Câmaras Municipais, Assembleias Municipais e Juntas de Freguesia.
5. Reduzir o financiamento aos partidos.
6. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado.
7. Acabar com as Administrações numerosíssimas de hospitais públicos e tornar públicos os vencimento, currículos dos Administradores.
8. Impedir a acumulação de reformas Estado/Privado, bem como adoptar o vencimento do PR como tecto máximo e de referência para TODOS os dependentes do Estado.
9. Aumentar os impostos da Banca.
10. Controlar a acção de Municípios no que concerne aos lugares de nomeação, ou “pseudo-concursos” públicos feitos “à medida”.
11. Proibir a nomeação de familiares para cargos. “Nepotismo”.
12. Fiscalizar o “regabofe” urbanístico em que Municípios encobrem milhões através de empresas fantasma e promiscuidades.
13. Criminalizar, imediatamente o enriquecimento ilícito.
14. Fiscalizar a actividade bancária para evitar novos “lehman brothers”.
15. Dotar a Autoridade da Concorrência de mais e melhores meios, eventualmente com “pontes” na PJ.
16. Impedir que Ex-Ministros possam ter cargos em empresas participadas pelo Estado ou PPP.
17. Extinção dos Governos Civis.
18. Avançar JÁ com a Regionalização.
Muito mais há para propor, muito mais há a mudar, muito mais há a defender, mas não poderia de forma alguma estar a tecer uma crítica, sem fazer algum tipo de proposta. Não é ético, não é pedagógico, não é construtivo, não é responsável usar do “bota-abaixismo”, só pela ânsia do poder, pelo revanchismo, deixando de lado algo de edificante.
Chega de salivar pela refeição, somos mais que isso!

A sabedoria popular, inunda-nos com um vasto leque de expressões, em que todas elas têm uma mensagem associada, uma “moral”, uma leitura nas entrelinhas, sendo que a maior parte delas, visa ajustar comportamentos desviantes, ou comportamentos menos assertivos, comportamentos menos “educados” a outros comportamentos, àqueles que são considerados socialmente aceites pela sociedade/grupo em que nos inserimos!
Se por um lado há culturas em que “arrotar” é um sinal de satisfação e de agradecimento pela hospitalidade, em outras culturas esse hábito é considerado como uma falta de educação grave. Assim sendo, também as expressões usadas pelo povo, são díspares de um local para outro.
“Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras ao telhado do vizinho”…
“Não se deve cuspir para o ar… ou ainda nos cai em cima”…
E o tema de hoje “nem 8 nem 80”… são algumas das expressões que estamos habituados a ouvir da boca dos mais velhos, sempre que nos tentam “impingir” alguma lição de vida pela qual já passaram, adequando sempre ao momento actual… e actualmente… somos um país de 8… ou de 80… veja-se:
· Temos ao nível desportivo paixões ou ódios exacerbados, havendo mesmo claques com o lema: “connosco quem quiser, contra nós quem puder!”! Também ao nível desportivo vemos bolas de golfe, agressões e picardias nos mesmos jogos onde vemos alegrias que branqueiam todas as dificuldades de uma vida. Não há meio-termo!? Recentemente tivemos a “nossa selecção” que passou, no espaço de meses, de bestial a besta e agora de besta a bestial, graças a “nuestros hermanos”!
· Ao nível político, temos ódios viscerais entre apoiantes e responsáveis PS/PSD, no entanto, em caso de necessidade de alguma coligação ou de acordo, serão estes os primeiros a fumar o cachimbo… chegando mesmo a registar o momento numa qualquer fotografia tirada com um aparelho telefónico! Ainda que… de súbito… voltam as querelas e picardias no dia seguinte, voltando a agressão verbal e o nível político ao “8”!
· A própria Sociedade assume uma postura de amor/ódio face a muitas questões, sejam elas gastronómicas, musicais, económicas, relacionais… hoje em dia, ou se ama ou se odeia! Ou se é rico ou pobre! Ou se é gordo ou magro! Sendo que as extremidades e o “tudo ou nada” são o prato do dia, em tempos que a ponderação, a consciência do outro, a negociação, a moderação deviam ser o ponto de partida para a superação de rivalidades e dificuldades actuais.
Estaremos condenados a esperar (sentados) pelo nosso Dom Sebastião!?
Estaremos condenados a viver com os “velhos do Restelo”!?
Estaremos condenados a viver intensamente paixões exacerbadas fúteis!?
Estamos condenados ao “carneirismo” esporádico e por conveniência!?
* Para rematar veja-se as reacções da “populaça” face a uma situação parecida e intrigante…:
Nos EUA, com um governo de esquerda, aposta-se no investimento público, no alívio fiscal, no SNS, ao que a população reage com protestos, greves e muita apreensão… Em Portugal, com um governo de esquerda, aposta-se no aumento da carga fiscal, alguns cortes no investimento e no que considero “pseudo-privatização” do SNS ao que a população reage com protestos, greves e muita apreensão… Num local é o 8… no outro, apostas diferentes são… o 8! Como diz Jon Stewart no seu Daily Show: “troquem a populaça!”.

Com a Socialização, o indivíduo está inserido numa Sociedade (!), onde ocupa um determinado lugar, ou posição definidas por aquilo que ele faz, aquilo que ele é, aquilo que representa, aquilo que conquistou ou recebeu, ou seja, nessa Sociedade há uma organização, uma estratificação, onde cada indivíduo tem o que se pode chamar de “Estatuto e Papel” Sociais.
O Estatuto, ou Status, é a posição que um indivíduo ocupa numa sociedade ou organização. Com esse Estatuto, a sociedade reconhece ao indivíduo a capacidade, a importância, a utilidade, o papel ou funções que esse mesmo indivíduo representa. Assim, sendo o Estatuto adquirido (o Médico, estudou…) ou seja esse Estatuto atribuído (filho de…), quem ostenta esse Estatuto, espera que a sociedade ou organização o reconheça como ta. A título de exemplo, um Médico é tratado como Doutor!
Intimamente ligado a esse Estatuto deveria não só teoricamente, estar o Papel Social que o mesmo indivíduo representa.
O Papel (Social), é então aquilo que, quem ostenta o Estatuto, deverá “dar” à sociedade que lhe reconhece o Estatuto. Ou seja, se a sociedade reconhece o Estatuto de Professor a um licenciado em ensino, o licenciado em ensino deverá ensinar, ter o comportamento que se coadune com o “título” que lhe é ratificado. A sociedade espera assim, que ao reconhecer o Estatuto, esse reconhecimento seja “usado” para o indivíduo ter um conjunto de comportamentos em prol da sociedade, desempenhando o seu Papel.
É também certo que pode haver vários Papeis desempenhados por um mesmo indivíduo, pai, médico, adepto, militante… havendo por vezes alguns conflitos entre os mesmos.
A relação saudável entre Papel e Estatuto é assim como que uma simbiose, ou uma analogia de reciprocidade entre aquilo que fazemos para a sociedade e aquilo que a sociedade nos reconhece. Havendo obviamente, alguma relação intrínseca com a estratificação da pirâmide de Maslow!
Actualmente, verifico um conflito ou mesmo uma ruptura entre estes dois termos, na medida em que cada vez mais os Estatutos são usados em benefício pessoal de quem os alardeia. Ou seja, não é por que a sociedade me reconhece como presidente, que eu devo usar esse título para tirar partido da mesma sociedade e assim obter favores ou protecção pessoal, nem tão pouco o meu Papel como tal, se deve resumir ao populismo de pagar “um copo” ou umas férias!
Este conflito verifica-se principalmente entre a classe política, logo aquela classe em quem deveriam recair mais responsabilidades de isenção e de comportamentos em prol da sociedade. Na sociedade hodierna, este conflito tem também tido algumas mudanças de definição onde o orgulho, a prepotência e alguma falta de humildade têm impedido que os Papeis não possam ser desempenhados por quem ostenta os Estatutos.
Urge rever os valores que nos movem, urge formar indivíduos capazes de serem os “seres sociais” de amanhã, impera arquitectar estratégias de formação dentro das estruturas partidárias, para que diminua o número de Estatutos atribuídos, para que os Papeis possam ser desempenhados em benefício da sociedade, para que sobranceria e desdém de quem pompeia Estatutos seja clarificada, para que os Papeis de conveniência sejam patentes e clarificados, para que a sociedade possa ser mais justa e capaz!
(e para já não vou mais longe!)