quarta-feira, 13 de março de 2013
“Os cagões” (Intelectuais)
domingo, 14 de outubro de 2012
Efetivamente há uma linha que separa!!!
Tendo eu uma ideologia próxima à do líder parlamentar do PS na Assembleia da República, devo confessar que NADA me surpreendeu tão negativamente nos últimos tempos como a postura arrogante que este assumiu numa questão bem recente, que foi a compra de 4 viaturas “de luxo” pela módica quantia de 210.000€.
Devo aqui dizer que NÃO CONCORDO que os Partidos sejam financiados desta forma com dinheiro dos Contribuintes.
1 – Se os Partidos têm militantes que pagam quotas, porque é que estes “luxos” são pagos com dinheiro proveniente dos impostos pagos pelas “FORMIGAS”? (Fazendo uso de outra expressão magnífica… esta de uma CIGARRA). ASSIM NÃO VAMOS LÁ!
2 – Que exemplo dão estes “Representantes da Nação” quando num momento de aperto como este se dão ao luxo de gastar “apenas” 210.000€ em 4 bólides destes? 3700€ por mês não são quase 8 ordenados mínimos!? ASSIM NÃO VAMOS LÁ!
3 – Como é possível e aceitável que um Grupo Parlamentar com 108 Deputados (PSD) tenha 3 carros e outro Grupo Parlamentar com 74 Deputados (PS) tenha 4 carros? ASSIM NÃO VAMOS LÁ!
4 – Como é possível que a Assembleia da República tenha orçamentos destes em tempos de “apertar o cinto”? E que dizer do já famoso “torneio de Golfe”… Ou mesmo do BMW 750LiBMW 750Li que usa a Presidente da AR!? Ou ainda do novo Mercedes S 450 CDI que o Governo comprou por mais de 130.000€ gastando 3.000€ por mês? (Já que o “herdado” do Governo anterior 140.000€ não servia)
Mas…
Voltando ao líder Parlamentar do PS…
O que mais me escandalizou foi mesmo o facto de este Líder da Oposição proferir afirmações como:
1 – “Quem quer uma democracia sem custos, o que verdadeiramente deseja é uma não democracia.” – E numa Democracia, quem quer luxos PAGOS PELO POVO deve ser humilde.
2 – ”Só quem não sabe o que é a atividade da AR [Assembleia da República] é pode imaginar que um GP pode não ter carros para os deputados que são solicitados para participar diariamente em atividades da sociedade civil em todo o País”. – E só quem vive na estratosfera pode imaginar que o POVO aceita estes gastos mais que supérfluos.
3 – “Decidimos que a solução mais económica” – 210.000€ por 4 carros… Nem comento!
4 – E “deixei de poder usar em serviço um BMW 5 para usar um Audi 5 porque era significativamente mais barato”. – Tenho mesmo muita pena, já que não há carros abaixo de 30.000€!
Há que mudar este paradigma, já que como disse acima, ASSIM NÃO VAMOS LÁ! Nem este Zorrinho é uma alternativa apropriada para o País, nem o País tem confiança nele!
Há que limitar os gastos supérfluos que o Orçamento da Assembleia da República permite.
Há que dar o exemplo a quem sustenta esta “malta”. O POVO precisa de exemplos a seguir e por quem “dar o peito às balas”.
Há que perguntar a TODOS OS POLÍTICOS E ASPIRANTES A POLÍTICOS se “andam nisto” para SERVIR O POVO ou para SE SERVIR DO POVO!?
Para já… Carlos Zorrinho… Tenha brio e DEMITA-SE!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Austeridade... 2ª Proposta
A DESERTIFICAÇÃO É O MAIOR PROBLEMA QUE ASSOLA O CONCELHO, MAS QUE “QUEM MANDA” SE RECUSA A ENCARAR… mas isso é outra história!
Assim sendo e porque não é novidade nenhuma a existência de Freguesias ditas “ANEXAS” no concelho, veja-se por exemplo Espinhosela que tem as anexas “Cova de Lua, Terroso e Vilarinho”, ou ainda Macedo do Mato com as anexas “Frieira e Sanceriz”… ainda assim com cerca de 300 habitantes cada uma. (E a perder população!)
Deste modo não me escandaliza, antes pelo contrário, defendo mesmo a EXTINÇÃO de algumas Freguesias, por exemplo, de todas as que têm menos de 600 habitantes (excepcionalmente 400 no Interior)… e falo de habitantes, já que a situação tendo em conta Eleitores é muito mais dramática, ou ainda se forem descortinadas todas as “jogadas” onde Emigrantes constam como residentes… ou ainda se os Cadernos Eleitorais forem actualizados. (E já agora fiscalizados!)
Deixo aqui uma proposta arrojada e com “grandes cortes”… não espero que seja aceite, mas sim que o assunto seja debatido!
Novas Freguesias:
Nas Localidade poderia haver uma delegação da respectiva Junta, ou algum dia da semana em que a Junta se deslocasse à Localidade, o que permitia que a própria Junta investisse em equipamentos e equipas (piquete 24h!) para a resolução de eventuais problemas.
Também algumas Freguesias sitas nas Sedes de Concelho podem ser suprimidas e substituídas por uma Delegação da Câmara!!!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Austeridade... uma proposta.

segunda-feira, 30 de maio de 2011
"The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark"

"To be, or not
to be, that is the question:
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them? To die, to sleep,
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache, and the thousand natural shocks
That flesh is heir to: 'tis a consummation
Devoutly to be wished. To die, to sleep;
To sleep, perchance to dream – ay, there's the rub:
For in that sleep of death what dreams may come,
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause – there's the respect
That makes calamity of so long life.
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor's wrong, the proud man's contumely,
The pangs of disprized love, the law’s delay,
The insolence of office, and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? Who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscovered country from whose bourn
No traveller returns, puzzles the will,
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all,
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o'er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pith and moment,
With this regard their currents turn awry,
And lose the name of action. Soft you now,
The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons
Be all my sins remembered"
quinta-feira, 24 de março de 2011
Pavlov e Política
Por volta de 1920, Pavlov ao estudar os processos digestivos dos animais, percebeu que a saliva produzida pelos cães, com o tempo, passava a ser produzida, não só pela presença de comida, mas também pela presença de estímulos externos, que anteriormente não causavam a mesma saliva. O mecanismo do Condicionamento Clássico apresentado, baseava-se em observações feitas em algumas experiências que consistiam em alimentar um cão e ao mesmo tempo (por exemplo) tocar uma campainha. Mais tarde, só o som da campainha, estimulava o cão de tal forma a condicionar e fazer surgir o comportamento de salivar, sem a presença de comida!
O que é que isto tem a ver com Política!? Nada? Errado, TUDO.
Actualmente, a defesa de ideologias, projectos e do POVO, é suplantada pelos interesses partidários, o que é neste momento demasiado evidente, já que quer internamente, quer externamente, os partidos vão salivando ansiosamente pelo “mel do pote”.
Estes instintos básicos e primários, animalescos mesmo, vão ofuscando o que de maior interesse pode e deve ser produzido por quem tem o direito, mas também o dever de gerir os destinos daqueles que representam e os elegeram.
Atente-se que se têm visto mais avanços ao nível da estratégia política e de aproveitamento do momento “politicamente oportuno” para desencadear esta ou aquela acção, de forma a retirar proveitos eleitorais… do que avanços ao nível das estratégias de defesa do “bem comum”, do correcto investimento do erário público, em suma… do POVO!
Diz-nos o bom senso, que se devem colocar os interesses de uma população acima dos pessoais e partidários, o que não se tem verificado ao longo dos últimos tempos. Esta constatação deste facto deve-se não só ao desencadear desta actual crise política, mas também ao “salivamento” que podemos verificar, quer dentro dos partidos, quer entre partidos! Se uns já se põem a jeito para uma qualquer coligação, que já nos trouxe más experiências diga-se, outros levantam já o véu a uma ou outra disputa interna pela sucessão, sucessão essa, que é vista como um trampolim para o “pote de mel”.
As responsabilidades internas pela situação actual têm que ser repartidas por TODOS os responsáveis, sejam eles da oposição, do Governo, do PR, dos gestores, do próprio POVO… e só assumindo essas responsabilidades, se poderá olhar em frente e construir um futuro, já que a maior parte dos debates a que assistimos, a palavra “herança”, tem sido permanentemente arremessada entre bancadas! Com isto não estou a defender um Governo de Salvação Nacional, nem tão pouco o Centrão, mas sim um debate construtivo, a negociação, as cedências, os acordos…
Num curto espaço de tempo defendo:
1. Redução dos deputados da Assembleia da República.
2. Acabar com as empresas Municipais ruinosas.
3. Auditar e aferir as competências de Institutos e PPP.
4. Redução das Câmaras Municipais, Assembleias Municipais e Juntas de Freguesia.
5. Reduzir o financiamento aos partidos.
6. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado.
7. Acabar com as Administrações numerosíssimas de hospitais públicos e tornar públicos os vencimento, currículos dos Administradores.
8. Impedir a acumulação de reformas Estado/Privado, bem como adoptar o vencimento do PR como tecto máximo e de referência para TODOS os dependentes do Estado.
9. Aumentar os impostos da Banca.
10. Controlar a acção de Municípios no que concerne aos lugares de nomeação, ou “pseudo-concursos” públicos feitos “à medida”.
11. Proibir a nomeação de familiares para cargos. “Nepotismo”.
12. Fiscalizar o “regabofe” urbanístico em que Municípios encobrem milhões através de empresas fantasma e promiscuidades.
13. Criminalizar, imediatamente o enriquecimento ilícito.
14. Fiscalizar a actividade bancária para evitar novos “lehman brothers”.
15. Dotar a Autoridade da Concorrência de mais e melhores meios, eventualmente com “pontes” na PJ.
16. Impedir que Ex-Ministros possam ter cargos em empresas participadas pelo Estado ou PPP.
17. Extinção dos Governos Civis.
18. Avançar JÁ com a Regionalização.
Muito mais há para propor, muito mais há a mudar, muito mais há a defender, mas não poderia de forma alguma estar a tecer uma crítica, sem fazer algum tipo de proposta. Não é ético, não é pedagógico, não é construtivo, não é responsável usar do “bota-abaixismo”, só pela ânsia do poder, pelo revanchismo, deixando de lado algo de edificante.
Chega de salivar pela refeição, somos mais que isso!


