domingo, 22 de outubro de 2017

INCÊNDIOS e ABUTRES (parte 1 de 3)


Há já algum tempo que tenho “abandonado” a publicação de textos no blog. A escrita mantém-se, mas a publicação apenas agora volta e logo pelas piores razões!

O texto vai ser longo, maçudo, subjetivo e parcial!

Em primeiro lugar devo dizer que sou favorável à saída da MAI do Executivo, mas não sem antes saber o resultado do imprescindível inquérito a esta (nova) ocorrência fatídica. Se a “culpa” é dela? Nim. Se a demissão pós Pedrogão teria evitado esta nova tragédia? NÃO. Se esta demissão vai resolver em tempo útil o que aconteceu? NÃO! Se era inevitável? Sim.

Lembro-me bem a fase pós “Entre os Rios” e é certo que cabeças a rolar agradam sempre aos grifos que vivem da sangria e da capitalização populista (e popular) de controlo das massas e tropas. Mas afinal… se um dos maiores Impérios de sempre teve a decimazione porque não poderemos ter nós as nossas “tradiçõezinhas”. Mas mais uma vez, concordo com a saída da MAI. Convenhamos que também não conseguiu fazer uso de uma das maiores armas de um político… “a palavra”!

Adiante e porque não rezamos o suficiente para que a chuva chegasse a tempo…

Na minha humilde opinião, penso que TODOS somos responsáveis pelo que se passou, quer por ignorância, por inação, por conivência, por comodismo, por estupidez e em última instância por ilegalidade… TODOS!

Para não me alongar (ainda mais) e tecer comentários acerca do aquecimento global (por exemplo) vou “apenas” centrar esta reflexão (sim, ainda nem comecei) em 4 partes. Pré Incêndio, Incêndio, Pós Incêndio e Organização, farei claro, uso de linguagem “corrente”, vernáculo e alguns regionalismos evitando ao máximo a utilização de termos “mais técnicos”!!!

1 - Pré Incêndio, prevenção ou preparação. Esta é certamente a fase mais importante e a menos querida, quer a nível financeiro dos Orçamentos de Estado, quer pelo trabalho de proprietários, Estado e população em geral, quer pelo acomodamento de instituições e costumes que se perderam ao longo dos tempos… afinal… “em casa roubada, trancas à porta”. A casa foi roubada, agora é tempo de agir! LIMPEZA, VIGILÂNCIA, MULTAS, ABANDONO, ORGANIZAÇÃO…

1.1        - Nesta fase seria de suma importância proceder a uma correta e eficaz LIMPEZA das florestas até eventualmente tirando proveito dos resíduos ao nível da produção de energia com a “queima” dos mesmos… Biomassa “grátis”!?
Para esta LIMPEZA penso que deveriam ser convocados TODOS os Portugueses, claro que com importância e intervenção diferenciada, a saber:

- Bombeiros, Militares, Reclusos, beneficiários RSI, desempregados (subsidiados), empresas e finalmente a população com um “banco de horas”.

Bombeiros; Não posso aceitar que se fale de incêndios apenas em agosto… é imperioso que os Bombeiros sejam convocados para a limpeza das florestas, pois afinal, são eles que melhor conhecem os “pontos críticos”, o terreno e assim o próprio levantamento de necessidades será mais claro e efetivo.

- Militares; É também nesta fase e limpando as florestas que os Militares podem (e devem) pois afinal “Contribuir para a segurança e defesa de Portugal e dos portugueses” é um lema bem patente e apregoado em diversas ocasiões! É ainda conhecida a “disponibilidade”, quer de Recursos Humanos, físicos, materiais e organizacionais de  que os Militares dispõem.

- Reclusos; É sabido que os Reclusos, para o serem, é porque têm algum tipo de dívida para com a Sociedade e que enquanto o são, é a própria Sociedade que providencia para que possam ter “cama, mesa e roupa lavada”… Limpar valetas, limpar mato, limpar caminhos, executar “zonas de segurança”… enfim… um sem número de trabalhos que podem e deveriam ser levados a cabo em prol da Sociedade por quem hipoteticamente está a ser “sustentado” pelo credor! Estou ainda certo que muitos preferiam este cenário à reclusão total. Tem custos? É difícil agilizar? NÃO… difícil é ligar a CMTV e ouvir que morreram centenas de pessoas! Também ao nível da reinserção poderia este ser um passo a dar.

- Beneficiários do RSI e benificiários do subsídio de desemprego; Sem entrar em grandes discussões acerca do RSI, que teve um excelente conceito que ora vejo subvertido, penso que tal como Militares e Reclusos (financiados pelo Contribuinte) deveriam dar o seu contributo, rentabilizando do ponto de vista Estatal, o pagamento efetuado.

- Empresas; Todas as empresas, principalmente aquelas que direta ou indiretamente sejam beneficiárias de apoios estatais têm a de alguma forma de contribuir para o combate “pré incêndio”, nem que seja apenas com o fornecimento de refeições, meios de transporte, equipamentos para aqueles Recursos Humanos que estariam no terreno a efetivar a limpeza das florestas. Casos como a PT, EDP, Brisa, EP são apenas alguns casos que não sendo obrigadas por lei, têm a obrigação de colaborar. Algumas delas diga-se, estão até eventualmente ligadas aos trágicos acontecimentos…

- População; Não me escandaliza de forma nenhuma, que das quase 9000 horas que um ano tem, um Cidadão (com letra maiúscula) esteja impedido de doar 5/6 horas do seu ano para ajudar na limpeza das florestas e/ou na vigilância (que mais tarde abordarei). NÃO É NO FACEBOOK com lacinhos na foto de perfil que se ajuda a superar as falhas de um País… NÃO É NO TWITTER que um Bombeiro consegue ao fim de 4 horas (era assim antes, agora não sei!) tem uma refeição revigoradora e decente… NÃO É NAS REDES SOCIAIS que fazemos a diferença…

1.2 A VIGILÂNCIA, tal como a Limpeza, pode chamar a si a participação dos intervenientes que falei anteriormente, Bombeiros (que já fazem), Militares (e forças militarizadas), RSI, Desempregados, Empresas e População. Neste caso, eu excluiria a participação dos reclusos.

- Bombeiros; fazem fizeram e farão sempre vigilância, talvez os moldes em que é feita possa ser melhorado com o registo de saídas de vigilância numa “time line” que possa mais facilmente ser verificada e porque não, á imagem da PSP, fazer a vigilância de proximidade e visível de forma pública. Hoje sabemos alguns pontos onde vão estar alguns radares! É também nesta fase, que os Bombeiros devem relatar às autoridades, Juntas, Câmaras… o estado em que se encontram caminhos, culturas, pontos de água…

- Militares; Ninguém tem quadros melhor formados e preparados para fazer vigilância, quer pelos recursos materiais que tem disponíveis, quer pela formação específica que têm ao nível da capacidade para, ao contrário dos Bombeiros, “ver sem ser visto”!

- RSI e Desempregados, tal como na Limpeza e os que não têm capacidade física para esse tipo de trabalho, podem sempre colaborar na Vigilância. Estar sentado a olhar para o mato não me parece difícil. Tenho conhecimento de que grupos de escuteiros, alguns bem jovens têm este tipo de colaboração…

- Empresas; e tal como na Limpeza pergunto: Não terá a (ex) Corticeira Amorim capacidade para oferecer uma sandes de fiambre a 5000 pessoas que se voluntariem para fazer limpeza das florestas numa semana? 5000 X 0,50€ = 2500€. 2500€ X 7 = 17.500€ e assim está paga a “buxa” de 5000 pessoas que vigiam ou limpam a floresta durante 7 dias… e a sandocha não custa 0,50€, porque custa menos!

- População; a mesma participação que citei anteriormente, sendo que a Vigilância pode (tal como RSI) ser efetuada por pessoas com menos aptidões físicas. Sei de pelo menos um caso de uma pessoas em cadeira de rodas, que TODOS os anos é voluntária para fazer este trabalho de vigilância. Como ele diz… “ando aqui para me sentir útil, chega a côdea, porque a bebida trago-a eu de casa”!



1.3        ABANDONO. Não só o abandono dos terrenos, onde a giesta prolifera atingindo alturas mais elevadas que a macieira, mas também o abandono da aposta nesta fase de prevenção. O Estado tem aqui uma grande parte de responsabilidades, uma vez que também é proprietário de vastíssimos terrenos deixados ao abandono ou “ó relaixo”… o Exemplo tem de vir de cima e neste caso, não está minimamente a vir! Se o estado não se considera capaz de gerir as suas posses, que se declare incompetente para tal, ou que incentive a aposta e investimento nesses terrenos. Cabe também ao estado dotar as instituições dos materiais e recursos necessários para a boa fase de “pré incêndio” fazendo com que esta seja retardada ao máximo.



1.4        ORGANIZAÇÃO. Este será o ponto “transversal” onde mais haverá a dizer, mas vou tentar ser conciso:

- A extinção da figura do Guarda Florestal veio a fazer com que fosse mais fácil ao prevaricador (doente ou não), iniciar um incêndio. Seja essa ignição por doença, por queimar umas silvas, pelo lançamento de foguetes, pela “beata”, por razões financeiras (madeira), por motivos passionais (vinganças)… era também esta figura que relatava as condições de acesso a zonas de potenciais perigos e estado das mesmas.

- A aposta “cega” no negócio da madeira deixando a cultura de espécies folhosas autóctones de lado, pois o negócio tarda em gerar lucro e os planos de ordenamento do território são sempre bonitos e descontinuados de ciclo em ciclo eleitoral!

- A falta da renovação de aposta (ou por diretivas Europeias ou por simples falta de apoios) na Agricultura, pastorícia, pecuária… atividades que mantinham (em parte) a salubridade florestal.

- O balizamento “cego”, mais uma vez “cego”, da definição das fases das épocas de incêndio, descurando à cabeça uma série de recomendações, não do “Seringador” ou do “Borda d’água”, mas do IPMA! Uma “saída” desta última fase de forma parcelar podia ser mais eficiente, apesar de ter custos!

- A falta de visão na dotação dos meios necessário às Corporações de Bombeiros, na distribuição dos meios no mapa territorial, na parca gestão dos contratos e recursos ao nível dos meios aéreos pesados de combate.

- A formação… sempre a falta de formação de quem de direito (e não estou apenas a falar da ANPC!

- A falta de aposta em campanhas de sensibilização, que só aparecem quando a procissão vai a meio… É necessário ir às bases, às escolas!

Muito mais haveria ainda a abordar nesta fase, mas aqui já diz que ultrapassei as 1600 palavras e sei que 99% dos que iniciaram a leitura, já desistiram, por isso passemos à 2ª fase, o INCÊNDIO propriamente dito.



2            – O incêndio é aquela fase em que a supostamente tudo o que falei anteriormente falhou. Agora é “água e rezar”… ou não!

Nesta fase é importante chegar rápido ao incêndio numa 1ª intervenção forte e capaz (1ª INTERVENÇÃO). É também de suma importância que existam MEIOS suficientes e adequados ao combate. A COMUNICAÇÃO é como em todas as organizações de vital importância para o bom desenvolvimento dos trabalhos a realizar. A GESTÃO de recursos é ainda importante nesta fase, quer ao nível do combate direto, quer ao nível da organização dos recursos. A ORGANIZAÇÃO… mais uma vez… a organização…


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

PACC? Sim eu fiz no ano passado!

É verdade, eu fiz a PACC no ano passado e isso nem faz de mim Professor, nem melhor Profissional é bem verdade, mas também não faz de mim um cordeiro nem tão pouco submisso ao sistema que o cRato insiste em implodir, descredibilizar e humilhar.

Em primeiro lugar devo dizer que sou frontalmente e completamente apologista e mesmo defensor de uma avaliação de todo o Sistema Educativo, onde se incluem os Professores… todos os Professores! Concordo com um "teste" que possa dar entrada… numa Ordem dos Professores, Ordem essa (lóbi), hipoteticamente muito mais influente que os 347 sindicatos que hoje vão sobrevivendo com algumas formas de luta já obsoletas e notoriamente nada profícuas. Posto isto, o "teste" deveria ser aplicado, ou a TODOS os Professores, ou então à saída da Universidade, tendo esta (a Universidade) que ter obrigatoriamente repercussões, quer ao nível do financiamento, quer obviamente com a publicação dos respetivos Rankings… ou isso só é importante no Ensino Básico!? Relembro neste ponto, que é por demais conhecida a relação entre a seleção de Recursos Humanos universitários, com os aparelhos partidários!

Tendo feito parte daqueles que lecionam há quase uma década, mas ainda sem os cinco anos de serviço (que fazem de um licenciado… um Senhor Professor), deparei-me com algumas opções, a saber:

1.    Ficar em casa a "coçar a micose" e a protestar em frente à TV.

2.    Ficar em casa e mostrar a minha revolta "nos Facebooks".

3.    Ir para a rua entoar cânticos de protesto bonitos.

4.    Ir para a rua confrontar a PSP e os "aplicadores".

5.    Ir para o portão da escola bloquear a liberdade de outros.

6.    Ir para a sala de prova e "armar a pu**".

7.    Fazer a dita prova e manifestar na "dita" o meu desagrado.

Optei pela última opção, tendo os "elaboradores" da prova facilitado a minha intervenção, pois a questão de desenvolvimento pareceu mesmo feita "à medida" de quem quer levar um "tau tau"… mas de luva branca! Confesso que pensei que a dita pergunta seria anulada, mas ao que parece até foi valorizada e bem… Cito apenas as minhas últimas palavras da dita prova que fez de mim um Senhor Professor: "A evolução e melhoria do Sistema Educativo em Portugal, só se consegue com o empenho dos professores, com a mudança radical de Políticas que lesam de morte o Ensino Público/Estatal e com a demissão deste ministro". Ao que parece… tinha razão!

Posto isto e justificada a minha opção de protesto, podemos agora centrar a discussão na patética elaboração da prova que nada prova. Não é por acertar meia dúzia de perguntas de "escolha múltipla" com um nível de dificuldade equiparado a um mero teste psicotécnico de "acesso ao acesso" à carreira de "Segurança" ou de Polícia (sem nenhum desprimor para a profissão), que se avalia a capacidade (e a prova era de Avaliação de "CONHECIMENTOS E CAPACIDADES") de um Professor lidar com as 1001 situações com que se confronta no contexto "sala de aula". Não é por saber interpretar um horário ou uma tabela de dupla entrada, que um Professor vai "saber se sabe" lidar com problemas de indisciplina, problemas com alunos com NEE, problemas com turmas de 26 alunos completamente heterogéneas, quer ao nível das capacidades d aprendizagem, quer ao nível dos afetos e contextos Económico-sociais de onde provém a família… enfim… Pelo menos temos a certeza que um candidato a Senhor Professor de Educação Física é competente ao saber calcular a rentabilidade de painéis solares.

Em jeito de conclusão, já que não vou dizer metade daquilo que queria dizer… confesso que me parece que com "bolonhas, equivalências" e outros que tais, a Formação de Professores não está na sua melhor forma, no entanto, "pior a emenda que o soneto", com este tipo de políticas meramente economicistas viradas para a estatística em frente ao abismo, este pessoal que rege o País, está a dar um passo em frente!

Eu que não percebo nada da "poda", parece-me Urgente requalificar a Carreira Docente, reformular a formação inicial de Professores, fechar alguns cursos, fechar a torneira que abastece o ensino não Estatal (privado), apostar na escola inclusiva com políticas sociais efetivas e de apoio à natalidade, apostar no ensino artístico, apostar no ensino vocacional, criar um Ordem dos Professores, banir esta corja que "enterra" o Ensino!

Muito mais havia para dizer, mas como "Contra uno brutatis num lutatis"…
 

quarta-feira, 13 de março de 2013

“Os cagões” (Intelectuais)


“O maior erro que se comete é ter medo de o cometer!”. Esta é uma verdade cada vez mais ligada à atitude da classe política nacional. E medo foi coisa que não faltou ao falecido Hugo Chavez. Será que Portugal precisava que um líder revolucionário? Será que Portugal precisa de uma revolução… sem flores!? Será que a população quer uma revolução para rasgar o “status quo”?

As recentes Greves e Manifestações provam que o Povo está indignado, mas apenas parte do Povo, porque outros estão tão conformados, tão confortáveis, tão mecanizados ou tão bem controlados que qualquer “bater de asas de uma borboleta na China, pode causar uma tempestade do outro lado do Pacífico”! Com isto quero apenas e só dizer, que parte da população está demasiado acomodada ao “triste fado Português” que estas oportunidades são tidas como um desassossego, uma inconveniência ou mesmo uma falta de educação para com os nossos “pastores”.

Não acho que uma Greve só por si venha resolver seja o que for, nem tão pouco uma Manifestação, mesmo apesar destas últimas terem sido monstruosas demonstrações de descontentamento face às políticas seguidas pelos nossos “troikos”. Estes, os nossos “troikos”, que se estão literalmente nas tintas para a opinião do Povo, têm legitimidade que lhes foi conferida no ato Democrático mais nobre que é o Voto, no entanto, não nos devemos esquecer que esse mesmo voto foi conseguido com base em promessas, propostas, programas que não foram, não são, nem serão minimamente cumpridos. Vale a pena relembrar que o Voto não é de quem o recebe, mas de quem o deposita na urna… Adiante…

O nosso Gaspar, respondeu à contestação com os elogios recebidos pelos parceiros Europeus (a quem estamos a pagar rios de dinheiro em juros!). O nosso Coelho considerou as Manifestações um direito, mas que a sua solução é a única, a iluminada, a palavra divina, a verdade inalterável (por isso não queria… mas já quer mais tempo!). O nosso Relvas, respondeu à contestação com um gracioso cantarolar finório, desengonçado e ate desafiante. Como diriam os “Homens da Luta”… E O POVO PÁ!? O Povo? O Povo lá se vai manifestando de forma ordeira, civilizada e até… de forma mansa! Apesar disso, dessas Manifs verdadeiramente soft, qual o meu espanto para com a posição de alguns responsáveis políticos, para com alguns líderes e fazedores de opinião, para com a exacerbada passividade de algumas falanges da nossa Sociedade.

Nesse sentido pergunto-me onde estiveram os Líderes da oposição, o Presidente da República, os gestores das grandes empresas que têm apresentado prejuízos, os que pertencem aos partidos da maioria mas não têm alinhado com esta “ideologia da extorsão”? Onde andam esses que esperam ansiosos que o Poder lhes caia na mão de tão podre!? Não nos podemos esquecer que cada minuto investido em deixar apodrecer o Poder para este cair, há uma nova família que vê também apodrecer a sua qualidade de vida.

Confesso que é esse último fator que mais me preocupa, ao contrário de alguns (muitos) responsáveis que continuam e insistem mais em defender a sua capelinha e porque não o seu “estatutozinho”, do que defender os interesses de quem “mais ordena”. Afirmo que fico néscio, quando oiço ou leio comentário do calibre seguinte: “Não fomos nós que convocamos a Manifestação, por isso não participamos”! Mas que insipiência intelectual é esta? Concordam que “a coisa” está mal e segue um rumo suicidário, mas como não foi este ou aquele “pai político” (não disse ideológico) a convocar o protesto ou a Manif… Não participam! Pura ignorância, pura afronta à inteligência do Povo, pura manifestação de “cordeirismo” e mais uma acha na fogueira que arde no sentido de colocar a Democracia (pouco) Representativa na reforma! É conveniente relembrar que quem coloca este pessoal no “poleiro” continua a ser o Povo, que já não se revê no “Menu” que lhes é apresentado.

Em forma de remate final… Quantos manifestantes houve lá para os lados de Bragança?

domingo, 14 de outubro de 2012

Efetivamente há uma linha que separa!!!

 
Fazendo uso deste chavão ou desta expressão que nos tem entrado em casa todos os dias, atrevo-me neste momento a afirmar que de fato há uma linha que separa o Zorro, do Zorrinho! Se um foi um herói, uma personagem de ficção criada há quase 100 anos, que defendia os fracos e oprimidos, o outro, bem mais atual, é o autor de algumas expressões que me deixaram b...
oquiaberto!
Tendo eu uma ideologia próxima à do líder parlamentar do PS na Assembleia da República, devo confessar que NADA me surpreendeu tão negativamente nos últimos tempos como a postura arrogante que este assumiu numa questão bem recente, que foi a compra de 4 viaturas “de luxo” pela módica quantia de 210.000€.
Devo aqui dizer que NÃO CONCORDO que os Partidos sejam financiados desta forma com dinheiro dos Contribuintes.
1 – Se os Partidos têm militantes que pagam quotas, porque é que estes “luxos” são pagos com dinheiro proveniente dos impostos pagos pelas “FORMIGAS”? (Fazendo uso de outra expressão magnífica… esta de uma CIGARRA). ASSIM NÃO VAMOS LÁ!
2 – Que exemplo dão estes “Representantes da Nação” quando num momento de aperto como este se dão ao luxo de gastar “apenas” 210.000€ em 4 bólides destes? 3700€ por mês não são quase 8 ordenados mínimos!? ASSIM NÃO VAMOS LÁ!
3 – Como é possível e aceitável que um Grupo Parlamentar com 108 Deputados (PSD) tenha 3 carros e outro Grupo Parlamentar com 74 Deputados (PS) tenha 4 carros? ASSIM NÃO VAMOS LÁ!
4 – Como é possível que a Assembleia da República tenha orçamentos destes em tempos de “apertar o cinto”? E que dizer do já famoso “torneio de Golfe”… Ou mesmo do BMW 750LiBMW 750Li que usa a Presidente da AR!? Ou ainda do novo Mercedes S 450 CDI que o Governo comprou por mais de 130.000€ gastando 3.000€ por mês? (Já que o “herdado” do Governo anterior 140.000€ não servia)
Mas…
Voltando ao líder Parlamentar do PS…
O que mais me escandalizou foi mesmo o facto de este Líder da Oposição proferir afirmações como:
1 – “Quem quer uma democracia sem custos, o que verdadeiramente deseja é uma não democracia.” – E numa Democracia, quem quer luxos PAGOS PELO POVO deve ser humilde.
2 – ”Só quem não sabe o que é a atividade da AR [Assembleia da República] é pode imaginar que um GP pode não ter carros para os deputados que são solicitados para participar diariamente em atividades da sociedade civil em todo o País”. – E só quem vive na estratosfera pode imaginar que o POVO aceita estes gastos mais que supérfluos.
3 – “Decidimos que a solução mais económica” – 210.000€ por 4 carros… Nem comento!
4 – E “deixei de poder usar em serviço um BMW 5 para usar um Audi 5 porque era significativamente mais barato”. – Tenho mesmo muita pena, já que não há carros abaixo de 30.000€!

Há que mudar este paradigma, já que como disse acima, ASSIM NÃO VAMOS LÁ! Nem este Zorrinho é uma alternativa apropriada para o País, nem o País tem confiança nele!
Há que limitar os gastos supérfluos que o Orçamento da Assembleia da República permite.
Há que dar o exemplo a quem sustenta esta “malta”. O POVO precisa de exemplos a seguir e por quem “dar o peito às balas”.
Há que perguntar a TODOS OS POLÍTICOS E ASPIRANTES A POLÍTICOS se “andam nisto” para SERVIR O POVO ou para SE SERVIR DO POVO!?

 Para já… Carlos Zorrinho… Tenha brio e DEMITA-SE!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Austeridade... 2ª Proposta


No seguimento do post anterior, e por considerar que o peso do Estado não se localiza apenas e só no número de Ministros, mas também e principalmente numa má organização administrativa do poder local. Usando termos populares e de fácil compreensão, pergunto se o ordenado de um Ministro é superior ao ordenado de 50 Presidentes de Junta!? Pois bem… se a esses 50 Presidentes de Junta adicionarmos vice-presidentes, secretários, tesoureiros, reuniões onde se decide o “paralelo”, despesas com água, luz, gás, papel, graxa, deslocações… Penso que vale a pena perder uns minutos a pensar neste assunto, principalmente sabendo que Portugal tem Freguesias com 50 habitantes, 33 dos quais eleitores (São Bento de Ana Loura, no concelho de Estremoz), ou ainda Pombares no concelho de Bragança com 59 habitantes (2001).
Em Bragança e mais uma vez por ser a realidade que melhor conheço, existem 49 Freguesias, para um total de cerca de 34.000 habitantes, o que dá uma média de 690 habitantes por Freguesia, o que até nem será uma média muito insustentável para os bolsos dos Contribuintes, mas retiremos a esses 34.000, 16.500 da Freguseia da Sé, 3.400 de Santa Maria, 1000 de Samil e 1000 de Izeda. Temos então 12.100 habitantes para 45 Freguesias, o que nos dá a fantástica média de aproximadamente 268 habitantes por Freguesia!!! Atente-se que retirando apenas a Freguesia da Sé, restam 17.500 habitantes e uma média de 364 habitantes por Freguesia!

A DESERTIFICAÇÃO É O MAIOR PROBLEMA QUE ASSOLA O CONCELHO, MAS QUE “QUEM MANDA” SE RECUSA A ENCARAR… mas isso é outra história!
Assim sendo e porque não é novidade nenhuma a existência de Freguesias ditas “ANEXAS” no concelho, veja-se por exemplo Espinhosela que tem as anexas Cova de Lua, Terroso e Vilarinho”, ou ainda Macedo do Mato com as anexas “Frieira e Sanceriz”… ainda assim com cerca de 300 habitantes cada uma. (E a perder população!)

Deste modo não me escandaliza, antes pelo contrário, defendo mesmo a EXTINÇÃO de algumas Freguesias, por exemplo, de todas as que têm menos de 600 habitantes (excepcionalmente 400 no Interior)… e falo de habitantes, já que a situação tendo em conta Eleitores é muito mais dramática, ou ainda se forem descortinadas todas as “jogadas” onde Emigrantes constam como residentes… ou ainda se os Cadernos Eleitorais forem actualizados. (E já agora fiscalizados!)

Deixo aqui uma proposta arrojada e com “grandes cortes”… não espero que seja aceite, mas sim que o assunto seja debatido!

Novas Freguesias:

1.       Sé ~ 16.600 H

2.       Stª Maria ~ 3.400 H
3.       Samil + S. Pedro + Alfaião ~ 1.500 H

4.       Nogueira + Rebordãos + Zoio + Carrazedo + Gostei + Castrelos + C Avelãs ~ 2.400 H
5.       Donai + Gondesende + Meixedo + Rabal + Carragosa + Espinhosela + Parâmio ~ 1800H
6.       Baçal + Aveleda + França + R. Onor ~ 1.200 H
7.       Gimonde + Babe + S. Julião + Deilão ~ 1.100 H

8.       Quintanilha + Milhão + Outeiro + R. Frio ~ 1.100 H

9.       Parada + Grijó + Failde ~ 1.100 H

10.   Rossas + Pinela + Sortes + Mós + Rebordaínhos ~ 1.300 H

11.   Salsas + Pombares + Quintela + Sendas ~ 900 H

12.   Izeda + M. Mato + Serapicos + Calvelhe + Paradinha + Coelhoso ~ 2.100 H


Com isto, poupavam-se os honorários e despesas relativas a 37 Juntas de Freguesia, honorários estes, que devidamente investidos na melhoria da qualidade de vida das populações, no incentivo à Natalidade, incentivo à fixação de jovens, criação de Emprego, faria bastante diferença… mais diferença que as “capelinhas” de que já falei! Poupava-se ainda em Campanhas Eleitorais, negociatas de lugares e ganhava-se na força de uma Freguesia com mais habitantes.


Fazendo uma média de 300€ ao vencimento de um Presidente de Junta…
300 X 37 = 11.100€ por mês… 155.400€ Anuais! Isto sem contar Tesoureiros, Secretários, Senhas de Presença em Reuniões, Vogais, Senhas para reuniões da Assembleia Municipal!!!

Nas Localidade poderia haver uma delegação da respectiva Junta, ou algum dia da semana em que a Junta se deslocasse à Localidade, o que permitia que a própria Junta investisse em equipamentos e equipas (piquete 24h!) para a resolução de eventuais problemas.
Também algumas Freguesias sitas nas Sedes de Concelho podem ser suprimidas  e substituídas por uma Delegação da Câmara!!!


VALE A PENA PENSAR NISTO?????

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Austeridade... uma proposta.


Em tempos de crise… toda a ajuda deveria ser bem-vinda e assim sendo, deixo aqui a 1ª das minhas propostas para ir buscar algum “pilim”, sem ser ao bolso do Zé Povinho!




Organização/Reorganização Territorial
Falando de Bragança, Distrito e Concelho, pois é com os que estou mais familiarizado, faço uma pequena reflexão acerca de alguns pequenos cortes, ou não tão pequenos assim.




1º Ponto – O Distrito de Bragança, está dividido/organizado em 12 Concelhos… Alfândega, Bragança, Carrazeda, Freixo, Macedo, Miranda, Mirandela, Mogadouro, Moncorvo, Vila Flor, Vimioso e Vinhais… com aproximadamente 139.000 habitantes! Pergunto… PARA QUÊ 12 CÂMARAS, 12 PRESIDENTES, 12 ASSEMBLEIAS MUNICIPAIS…?
Veja-se por exemplo os Concelhos:




· Vimioso ~ 4800 habitantes
· Freixo ~ 3800 habitantes
· Alfândega ~ 5300 habitantes
· Carrazeda ~ 6700 habitantes
PROPOSTA – Mesmo tendo em conta a dispersão do território, não considero lógico haver Concelhos com menos de 10.000 habitantes (o número poderá ser estudado!)




Assim sendo, defendo que se estude a possibilidade de aglomerar, agregar alguns destes Concelhos, poupando o dinheiro gasto com Assembleias Municipais, honorários de Presidentes, Vereadores, Assessores, Chefes de Divisão, Tachos, Viaturas, Mordomias…




O que poderá ser possível, sempre tendo em conta a singularidade de cada Concelho, mas atente-se que cada Indivíduo também tem a sua singularidade…
1. Novo Concelho Zona Norte – Bragança + Vinhais (e/ou Vimioso) ~ 42.000 habitantes
2. Novo Concelho do Planalto – Mogadouro + Miranda + Vimioso ~ 23.000 habitantes
3. Novo Concelho de Bornes – Macedo + Alfândega ~ 22.000 habitantes
4. Novo Concelho do Douro – Moncorvo + Freixo ~ 12.000 habitantes
5. Novo Concelho Sudoeste – Mirandela + Carrazeda + Vila Flor ~ 39.000 habitantes
Só assim conseguiam-se reduzir as despesas de 7 Câmaras Municipais… é polémico? Sim. Há muita oposição POLÍTICA a este tipo de propostas? Sim. A população teria algum impacto negativo? NÃO!!!
É URGENTE repensar e discutir novas formas de organização, não só do Poder Central, mas também do Poder Local e tem de haver a coragem para o fazer, mesmo dentro das estruturas partidárias, deixando de cultivar as “capelinhas”… Até porque “A União, faz a força!”.
O que se poupava directamente?




1. Ordenados de 7 Presidentes de Câmara ~ 3.400€ X 7 = 23.800 € (mês)
2. Ordenados de cerca de 20 Vereadores ~ 2.500€ X 20 = 50.000 € (mês)
3. Despesas de representação ~ 900€ por Presidente e
4. Secretárias(os), assessores, carros, lápis, papel…
PS: Nas últimas eleições autárquicas foram eleitos para as câmaras municipais 308 presidentes e 1770 vereadores, além de 6946 elementos para as assembleias municipais e de 4259 presidentes de juntas de freguesia.
Segundo a Direcção Geral das autarquias Locais (DGAL), o Orçamento do Estado de 2010 suportou um valor total de 6 009 043,74 € para pagamentos a 189 autarcas que desempenham o cargo a tempo inteiro (em freguesias com mais de 10 mil eleitores ou com mais de sete mil eleitores e 100km2) e 1 385 116,32 euros relativos a 240 autarcas a meio tempo (em freguesias de cinco mil e a 10 mil eleitores ou com mais de 3,5 mil eleitores e 50 km2).
VALE A PENA PENSAR NISTO?????

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark"

"BE ALL MY SINS REMEMBERED"




"To be, or not
to be, that is the question:

Whether 'tis nobler in the mind to suffer

The slings and arrows of outrageous fortune,

Or to take arms against a sea of troubles,

And by opposing end them? To die, to sleep,

No more; and by a sleep to say we end

The heart-ache, and the thousand natural shocks

That flesh is heir to: 'tis a consummation

Devoutly to be wished. To die, to sleep;

To sleep, perchance to dream – ay, there's the rub:

For in that sleep of death what dreams may come,

When we have shuffled off this mortal coil,

Must give us pause – there's the respect

That makes calamity of so long life.

For who would bear the whips and scorns of time,

The oppressor's wrong, the proud man's contumely,

The pangs of disprized love, the law’s delay,

The insolence of office, and the spurns

That patient merit of the unworthy takes,

When he himself might his quietus make

With a bare bodkin? Who would fardels bear,

To grunt and sweat under a weary life,

But that the dread of something after death,

The undiscovered country from whose bourn

No traveller returns, puzzles the will,

And makes us rather bear those ills we have

Than fly to others that we know not of?

Thus conscience does make cowards of us all,

And thus the native hue of resolution

Is sicklied o'er with the pale cast of thought,

And enterprises of great pith and moment,

With this regard their currents turn awry,

And lose the name of action. Soft you now,

The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons

Be all my sins remembered"