quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

PACC? Sim eu fiz no ano passado!

É verdade, eu fiz a PACC no ano passado e isso nem faz de mim Professor, nem melhor Profissional é bem verdade, mas também não faz de mim um cordeiro nem tão pouco submisso ao sistema que o cRato insiste em implodir, descredibilizar e humilhar.

Em primeiro lugar devo dizer que sou frontalmente e completamente apologista e mesmo defensor de uma avaliação de todo o Sistema Educativo, onde se incluem os Professores… todos os Professores! Concordo com um "teste" que possa dar entrada… numa Ordem dos Professores, Ordem essa (lóbi), hipoteticamente muito mais influente que os 347 sindicatos que hoje vão sobrevivendo com algumas formas de luta já obsoletas e notoriamente nada profícuas. Posto isto, o "teste" deveria ser aplicado, ou a TODOS os Professores, ou então à saída da Universidade, tendo esta (a Universidade) que ter obrigatoriamente repercussões, quer ao nível do financiamento, quer obviamente com a publicação dos respetivos Rankings… ou isso só é importante no Ensino Básico!? Relembro neste ponto, que é por demais conhecida a relação entre a seleção de Recursos Humanos universitários, com os aparelhos partidários!

Tendo feito parte daqueles que lecionam há quase uma década, mas ainda sem os cinco anos de serviço (que fazem de um licenciado… um Senhor Professor), deparei-me com algumas opções, a saber:

1.    Ficar em casa a "coçar a micose" e a protestar em frente à TV.

2.    Ficar em casa e mostrar a minha revolta "nos Facebooks".

3.    Ir para a rua entoar cânticos de protesto bonitos.

4.    Ir para a rua confrontar a PSP e os "aplicadores".

5.    Ir para o portão da escola bloquear a liberdade de outros.

6.    Ir para a sala de prova e "armar a pu**".

7.    Fazer a dita prova e manifestar na "dita" o meu desagrado.

Optei pela última opção, tendo os "elaboradores" da prova facilitado a minha intervenção, pois a questão de desenvolvimento pareceu mesmo feita "à medida" de quem quer levar um "tau tau"… mas de luva branca! Confesso que pensei que a dita pergunta seria anulada, mas ao que parece até foi valorizada e bem… Cito apenas as minhas últimas palavras da dita prova que fez de mim um Senhor Professor: "A evolução e melhoria do Sistema Educativo em Portugal, só se consegue com o empenho dos professores, com a mudança radical de Políticas que lesam de morte o Ensino Público/Estatal e com a demissão deste ministro". Ao que parece… tinha razão!

Posto isto e justificada a minha opção de protesto, podemos agora centrar a discussão na patética elaboração da prova que nada prova. Não é por acertar meia dúzia de perguntas de "escolha múltipla" com um nível de dificuldade equiparado a um mero teste psicotécnico de "acesso ao acesso" à carreira de "Segurança" ou de Polícia (sem nenhum desprimor para a profissão), que se avalia a capacidade (e a prova era de Avaliação de "CONHECIMENTOS E CAPACIDADES") de um Professor lidar com as 1001 situações com que se confronta no contexto "sala de aula". Não é por saber interpretar um horário ou uma tabela de dupla entrada, que um Professor vai "saber se sabe" lidar com problemas de indisciplina, problemas com alunos com NEE, problemas com turmas de 26 alunos completamente heterogéneas, quer ao nível das capacidades d aprendizagem, quer ao nível dos afetos e contextos Económico-sociais de onde provém a família… enfim… Pelo menos temos a certeza que um candidato a Senhor Professor de Educação Física é competente ao saber calcular a rentabilidade de painéis solares.

Em jeito de conclusão, já que não vou dizer metade daquilo que queria dizer… confesso que me parece que com "bolonhas, equivalências" e outros que tais, a Formação de Professores não está na sua melhor forma, no entanto, "pior a emenda que o soneto", com este tipo de políticas meramente economicistas viradas para a estatística em frente ao abismo, este pessoal que rege o País, está a dar um passo em frente!

Eu que não percebo nada da "poda", parece-me Urgente requalificar a Carreira Docente, reformular a formação inicial de Professores, fechar alguns cursos, fechar a torneira que abastece o ensino não Estatal (privado), apostar na escola inclusiva com políticas sociais efetivas e de apoio à natalidade, apostar no ensino artístico, apostar no ensino vocacional, criar um Ordem dos Professores, banir esta corja que "enterra" o Ensino!

Muito mais havia para dizer, mas como "Contra uno brutatis num lutatis"…
 

quarta-feira, 13 de março de 2013

“Os cagões” (Intelectuais)


“O maior erro que se comete é ter medo de o cometer!”. Esta é uma verdade cada vez mais ligada à atitude da classe política nacional. E medo foi coisa que não faltou ao falecido Hugo Chavez. Será que Portugal precisava que um líder revolucionário? Será que Portugal precisa de uma revolução… sem flores!? Será que a população quer uma revolução para rasgar o “status quo”?

As recentes Greves e Manifestações provam que o Povo está indignado, mas apenas parte do Povo, porque outros estão tão conformados, tão confortáveis, tão mecanizados ou tão bem controlados que qualquer “bater de asas de uma borboleta na China, pode causar uma tempestade do outro lado do Pacífico”! Com isto quero apenas e só dizer, que parte da população está demasiado acomodada ao “triste fado Português” que estas oportunidades são tidas como um desassossego, uma inconveniência ou mesmo uma falta de educação para com os nossos “pastores”.

Não acho que uma Greve só por si venha resolver seja o que for, nem tão pouco uma Manifestação, mesmo apesar destas últimas terem sido monstruosas demonstrações de descontentamento face às políticas seguidas pelos nossos “troikos”. Estes, os nossos “troikos”, que se estão literalmente nas tintas para a opinião do Povo, têm legitimidade que lhes foi conferida no ato Democrático mais nobre que é o Voto, no entanto, não nos devemos esquecer que esse mesmo voto foi conseguido com base em promessas, propostas, programas que não foram, não são, nem serão minimamente cumpridos. Vale a pena relembrar que o Voto não é de quem o recebe, mas de quem o deposita na urna… Adiante…

O nosso Gaspar, respondeu à contestação com os elogios recebidos pelos parceiros Europeus (a quem estamos a pagar rios de dinheiro em juros!). O nosso Coelho considerou as Manifestações um direito, mas que a sua solução é a única, a iluminada, a palavra divina, a verdade inalterável (por isso não queria… mas já quer mais tempo!). O nosso Relvas, respondeu à contestação com um gracioso cantarolar finório, desengonçado e ate desafiante. Como diriam os “Homens da Luta”… E O POVO PÁ!? O Povo? O Povo lá se vai manifestando de forma ordeira, civilizada e até… de forma mansa! Apesar disso, dessas Manifs verdadeiramente soft, qual o meu espanto para com a posição de alguns responsáveis políticos, para com alguns líderes e fazedores de opinião, para com a exacerbada passividade de algumas falanges da nossa Sociedade.

Nesse sentido pergunto-me onde estiveram os Líderes da oposição, o Presidente da República, os gestores das grandes empresas que têm apresentado prejuízos, os que pertencem aos partidos da maioria mas não têm alinhado com esta “ideologia da extorsão”? Onde andam esses que esperam ansiosos que o Poder lhes caia na mão de tão podre!? Não nos podemos esquecer que cada minuto investido em deixar apodrecer o Poder para este cair, há uma nova família que vê também apodrecer a sua qualidade de vida.

Confesso que é esse último fator que mais me preocupa, ao contrário de alguns (muitos) responsáveis que continuam e insistem mais em defender a sua capelinha e porque não o seu “estatutozinho”, do que defender os interesses de quem “mais ordena”. Afirmo que fico néscio, quando oiço ou leio comentário do calibre seguinte: “Não fomos nós que convocamos a Manifestação, por isso não participamos”! Mas que insipiência intelectual é esta? Concordam que “a coisa” está mal e segue um rumo suicidário, mas como não foi este ou aquele “pai político” (não disse ideológico) a convocar o protesto ou a Manif… Não participam! Pura ignorância, pura afronta à inteligência do Povo, pura manifestação de “cordeirismo” e mais uma acha na fogueira que arde no sentido de colocar a Democracia (pouco) Representativa na reforma! É conveniente relembrar que quem coloca este pessoal no “poleiro” continua a ser o Povo, que já não se revê no “Menu” que lhes é apresentado.

Em forma de remate final… Quantos manifestantes houve lá para os lados de Bragança?

domingo, 14 de outubro de 2012

Efetivamente há uma linha que separa!!!

 
Fazendo uso deste chavão ou desta expressão que nos tem entrado em casa todos os dias, atrevo-me neste momento a afirmar que de fato há uma linha que separa o Zorro, do Zorrinho! Se um foi um herói, uma personagem de ficção criada há quase 100 anos, que defendia os fracos e oprimidos, o outro, bem mais atual, é o autor de algumas expressões que me deixaram b...
oquiaberto!
Tendo eu uma ideologia próxima à do líder parlamentar do PS na Assembleia da República, devo confessar que NADA me surpreendeu tão negativamente nos últimos tempos como a postura arrogante que este assumiu numa questão bem recente, que foi a compra de 4 viaturas “de luxo” pela módica quantia de 210.000€.
Devo aqui dizer que NÃO CONCORDO que os Partidos sejam financiados desta forma com dinheiro dos Contribuintes.
1 – Se os Partidos têm militantes que pagam quotas, porque é que estes “luxos” são pagos com dinheiro proveniente dos impostos pagos pelas “FORMIGAS”? (Fazendo uso de outra expressão magnífica… esta de uma CIGARRA). ASSIM NÃO VAMOS LÁ!
2 – Que exemplo dão estes “Representantes da Nação” quando num momento de aperto como este se dão ao luxo de gastar “apenas” 210.000€ em 4 bólides destes? 3700€ por mês não são quase 8 ordenados mínimos!? ASSIM NÃO VAMOS LÁ!
3 – Como é possível e aceitável que um Grupo Parlamentar com 108 Deputados (PSD) tenha 3 carros e outro Grupo Parlamentar com 74 Deputados (PS) tenha 4 carros? ASSIM NÃO VAMOS LÁ!
4 – Como é possível que a Assembleia da República tenha orçamentos destes em tempos de “apertar o cinto”? E que dizer do já famoso “torneio de Golfe”… Ou mesmo do BMW 750LiBMW 750Li que usa a Presidente da AR!? Ou ainda do novo Mercedes S 450 CDI que o Governo comprou por mais de 130.000€ gastando 3.000€ por mês? (Já que o “herdado” do Governo anterior 140.000€ não servia)
Mas…
Voltando ao líder Parlamentar do PS…
O que mais me escandalizou foi mesmo o facto de este Líder da Oposição proferir afirmações como:
1 – “Quem quer uma democracia sem custos, o que verdadeiramente deseja é uma não democracia.” – E numa Democracia, quem quer luxos PAGOS PELO POVO deve ser humilde.
2 – ”Só quem não sabe o que é a atividade da AR [Assembleia da República] é pode imaginar que um GP pode não ter carros para os deputados que são solicitados para participar diariamente em atividades da sociedade civil em todo o País”. – E só quem vive na estratosfera pode imaginar que o POVO aceita estes gastos mais que supérfluos.
3 – “Decidimos que a solução mais económica” – 210.000€ por 4 carros… Nem comento!
4 – E “deixei de poder usar em serviço um BMW 5 para usar um Audi 5 porque era significativamente mais barato”. – Tenho mesmo muita pena, já que não há carros abaixo de 30.000€!

Há que mudar este paradigma, já que como disse acima, ASSIM NÃO VAMOS LÁ! Nem este Zorrinho é uma alternativa apropriada para o País, nem o País tem confiança nele!
Há que limitar os gastos supérfluos que o Orçamento da Assembleia da República permite.
Há que dar o exemplo a quem sustenta esta “malta”. O POVO precisa de exemplos a seguir e por quem “dar o peito às balas”.
Há que perguntar a TODOS OS POLÍTICOS E ASPIRANTES A POLÍTICOS se “andam nisto” para SERVIR O POVO ou para SE SERVIR DO POVO!?

 Para já… Carlos Zorrinho… Tenha brio e DEMITA-SE!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Austeridade... 2ª Proposta


No seguimento do post anterior, e por considerar que o peso do Estado não se localiza apenas e só no número de Ministros, mas também e principalmente numa má organização administrativa do poder local. Usando termos populares e de fácil compreensão, pergunto se o ordenado de um Ministro é superior ao ordenado de 50 Presidentes de Junta!? Pois bem… se a esses 50 Presidentes de Junta adicionarmos vice-presidentes, secretários, tesoureiros, reuniões onde se decide o “paralelo”, despesas com água, luz, gás, papel, graxa, deslocações… Penso que vale a pena perder uns minutos a pensar neste assunto, principalmente sabendo que Portugal tem Freguesias com 50 habitantes, 33 dos quais eleitores (São Bento de Ana Loura, no concelho de Estremoz), ou ainda Pombares no concelho de Bragança com 59 habitantes (2001).
Em Bragança e mais uma vez por ser a realidade que melhor conheço, existem 49 Freguesias, para um total de cerca de 34.000 habitantes, o que dá uma média de 690 habitantes por Freguesia, o que até nem será uma média muito insustentável para os bolsos dos Contribuintes, mas retiremos a esses 34.000, 16.500 da Freguseia da Sé, 3.400 de Santa Maria, 1000 de Samil e 1000 de Izeda. Temos então 12.100 habitantes para 45 Freguesias, o que nos dá a fantástica média de aproximadamente 268 habitantes por Freguesia!!! Atente-se que retirando apenas a Freguesia da Sé, restam 17.500 habitantes e uma média de 364 habitantes por Freguesia!

A DESERTIFICAÇÃO É O MAIOR PROBLEMA QUE ASSOLA O CONCELHO, MAS QUE “QUEM MANDA” SE RECUSA A ENCARAR… mas isso é outra história!
Assim sendo e porque não é novidade nenhuma a existência de Freguesias ditas “ANEXAS” no concelho, veja-se por exemplo Espinhosela que tem as anexas Cova de Lua, Terroso e Vilarinho”, ou ainda Macedo do Mato com as anexas “Frieira e Sanceriz”… ainda assim com cerca de 300 habitantes cada uma. (E a perder população!)

Deste modo não me escandaliza, antes pelo contrário, defendo mesmo a EXTINÇÃO de algumas Freguesias, por exemplo, de todas as que têm menos de 600 habitantes (excepcionalmente 400 no Interior)… e falo de habitantes, já que a situação tendo em conta Eleitores é muito mais dramática, ou ainda se forem descortinadas todas as “jogadas” onde Emigrantes constam como residentes… ou ainda se os Cadernos Eleitorais forem actualizados. (E já agora fiscalizados!)

Deixo aqui uma proposta arrojada e com “grandes cortes”… não espero que seja aceite, mas sim que o assunto seja debatido!

Novas Freguesias:

1.       Sé ~ 16.600 H

2.       Stª Maria ~ 3.400 H
3.       Samil + S. Pedro + Alfaião ~ 1.500 H

4.       Nogueira + Rebordãos + Zoio + Carrazedo + Gostei + Castrelos + C Avelãs ~ 2.400 H
5.       Donai + Gondesende + Meixedo + Rabal + Carragosa + Espinhosela + Parâmio ~ 1800H
6.       Baçal + Aveleda + França + R. Onor ~ 1.200 H
7.       Gimonde + Babe + S. Julião + Deilão ~ 1.100 H

8.       Quintanilha + Milhão + Outeiro + R. Frio ~ 1.100 H

9.       Parada + Grijó + Failde ~ 1.100 H

10.   Rossas + Pinela + Sortes + Mós + Rebordaínhos ~ 1.300 H

11.   Salsas + Pombares + Quintela + Sendas ~ 900 H

12.   Izeda + M. Mato + Serapicos + Calvelhe + Paradinha + Coelhoso ~ 2.100 H


Com isto, poupavam-se os honorários e despesas relativas a 37 Juntas de Freguesia, honorários estes, que devidamente investidos na melhoria da qualidade de vida das populações, no incentivo à Natalidade, incentivo à fixação de jovens, criação de Emprego, faria bastante diferença… mais diferença que as “capelinhas” de que já falei! Poupava-se ainda em Campanhas Eleitorais, negociatas de lugares e ganhava-se na força de uma Freguesia com mais habitantes.


Fazendo uma média de 300€ ao vencimento de um Presidente de Junta…
300 X 37 = 11.100€ por mês… 155.400€ Anuais! Isto sem contar Tesoureiros, Secretários, Senhas de Presença em Reuniões, Vogais, Senhas para reuniões da Assembleia Municipal!!!

Nas Localidade poderia haver uma delegação da respectiva Junta, ou algum dia da semana em que a Junta se deslocasse à Localidade, o que permitia que a própria Junta investisse em equipamentos e equipas (piquete 24h!) para a resolução de eventuais problemas.
Também algumas Freguesias sitas nas Sedes de Concelho podem ser suprimidas  e substituídas por uma Delegação da Câmara!!!


VALE A PENA PENSAR NISTO?????

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Austeridade... uma proposta.


Em tempos de crise… toda a ajuda deveria ser bem-vinda e assim sendo, deixo aqui a 1ª das minhas propostas para ir buscar algum “pilim”, sem ser ao bolso do Zé Povinho!




Organização/Reorganização Territorial
Falando de Bragança, Distrito e Concelho, pois é com os que estou mais familiarizado, faço uma pequena reflexão acerca de alguns pequenos cortes, ou não tão pequenos assim.




1º Ponto – O Distrito de Bragança, está dividido/organizado em 12 Concelhos… Alfândega, Bragança, Carrazeda, Freixo, Macedo, Miranda, Mirandela, Mogadouro, Moncorvo, Vila Flor, Vimioso e Vinhais… com aproximadamente 139.000 habitantes! Pergunto… PARA QUÊ 12 CÂMARAS, 12 PRESIDENTES, 12 ASSEMBLEIAS MUNICIPAIS…?
Veja-se por exemplo os Concelhos:




· Vimioso ~ 4800 habitantes
· Freixo ~ 3800 habitantes
· Alfândega ~ 5300 habitantes
· Carrazeda ~ 6700 habitantes
PROPOSTA – Mesmo tendo em conta a dispersão do território, não considero lógico haver Concelhos com menos de 10.000 habitantes (o número poderá ser estudado!)




Assim sendo, defendo que se estude a possibilidade de aglomerar, agregar alguns destes Concelhos, poupando o dinheiro gasto com Assembleias Municipais, honorários de Presidentes, Vereadores, Assessores, Chefes de Divisão, Tachos, Viaturas, Mordomias…




O que poderá ser possível, sempre tendo em conta a singularidade de cada Concelho, mas atente-se que cada Indivíduo também tem a sua singularidade…
1. Novo Concelho Zona Norte – Bragança + Vinhais (e/ou Vimioso) ~ 42.000 habitantes
2. Novo Concelho do Planalto – Mogadouro + Miranda + Vimioso ~ 23.000 habitantes
3. Novo Concelho de Bornes – Macedo + Alfândega ~ 22.000 habitantes
4. Novo Concelho do Douro – Moncorvo + Freixo ~ 12.000 habitantes
5. Novo Concelho Sudoeste – Mirandela + Carrazeda + Vila Flor ~ 39.000 habitantes
Só assim conseguiam-se reduzir as despesas de 7 Câmaras Municipais… é polémico? Sim. Há muita oposição POLÍTICA a este tipo de propostas? Sim. A população teria algum impacto negativo? NÃO!!!
É URGENTE repensar e discutir novas formas de organização, não só do Poder Central, mas também do Poder Local e tem de haver a coragem para o fazer, mesmo dentro das estruturas partidárias, deixando de cultivar as “capelinhas”… Até porque “A União, faz a força!”.
O que se poupava directamente?




1. Ordenados de 7 Presidentes de Câmara ~ 3.400€ X 7 = 23.800 € (mês)
2. Ordenados de cerca de 20 Vereadores ~ 2.500€ X 20 = 50.000 € (mês)
3. Despesas de representação ~ 900€ por Presidente e
4. Secretárias(os), assessores, carros, lápis, papel…
PS: Nas últimas eleições autárquicas foram eleitos para as câmaras municipais 308 presidentes e 1770 vereadores, além de 6946 elementos para as assembleias municipais e de 4259 presidentes de juntas de freguesia.
Segundo a Direcção Geral das autarquias Locais (DGAL), o Orçamento do Estado de 2010 suportou um valor total de 6 009 043,74 € para pagamentos a 189 autarcas que desempenham o cargo a tempo inteiro (em freguesias com mais de 10 mil eleitores ou com mais de sete mil eleitores e 100km2) e 1 385 116,32 euros relativos a 240 autarcas a meio tempo (em freguesias de cinco mil e a 10 mil eleitores ou com mais de 3,5 mil eleitores e 50 km2).
VALE A PENA PENSAR NISTO?????

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark"

"BE ALL MY SINS REMEMBERED"




"To be, or not
to be, that is the question:

Whether 'tis nobler in the mind to suffer

The slings and arrows of outrageous fortune,

Or to take arms against a sea of troubles,

And by opposing end them? To die, to sleep,

No more; and by a sleep to say we end

The heart-ache, and the thousand natural shocks

That flesh is heir to: 'tis a consummation

Devoutly to be wished. To die, to sleep;

To sleep, perchance to dream – ay, there's the rub:

For in that sleep of death what dreams may come,

When we have shuffled off this mortal coil,

Must give us pause – there's the respect

That makes calamity of so long life.

For who would bear the whips and scorns of time,

The oppressor's wrong, the proud man's contumely,

The pangs of disprized love, the law’s delay,

The insolence of office, and the spurns

That patient merit of the unworthy takes,

When he himself might his quietus make

With a bare bodkin? Who would fardels bear,

To grunt and sweat under a weary life,

But that the dread of something after death,

The undiscovered country from whose bourn

No traveller returns, puzzles the will,

And makes us rather bear those ills we have

Than fly to others that we know not of?

Thus conscience does make cowards of us all,

And thus the native hue of resolution

Is sicklied o'er with the pale cast of thought,

And enterprises of great pith and moment,

With this regard their currents turn awry,

And lose the name of action. Soft you now,

The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons

Be all my sins remembered"


quinta-feira, 24 de março de 2011

Pavlov e Política

Por volta de 1920, Pavlov ao estudar os processos digestivos dos animais, percebeu que a saliva produzida pelos cães, com o tempo, passava a ser produzida, não só pela presença de comida, mas também pela presença de estímulos externos, que anteriormente não causavam a mesma saliva. O mecanismo do Condicionamento Clássico apresentado, baseava-se em observações feitas em algumas experiências que consistiam em alimentar um cão e ao mesmo tempo (por exemplo) tocar uma campainha. Mais tarde, só o som da campainha, estimulava o cão de tal forma a condicionar e fazer surgir o comportamento de salivar, sem a presença de comida!

O que é que isto tem a ver com Política!? Nada? Errado, TUDO.

Actualmente, a defesa de ideologias, projectos e do POVO, é suplantada pelos interesses partidários, o que é neste momento demasiado evidente, já que quer internamente, quer externamente, os partidos vão salivando ansiosamente pelo “mel do pote”.

Estes instintos básicos e primários, animalescos mesmo, vão ofuscando o que de maior interesse pode e deve ser produzido por quem tem o direito, mas também o dever de gerir os destinos daqueles que representam e os elegeram.

Atente-se que se têm visto mais avanços ao nível da estratégia política e de aproveitamento do momento “politicamente oportuno” para desencadear esta ou aquela acção, de forma a retirar proveitos eleitorais… do que avanços ao nível das estratégias de defesa do “bem comum”, do correcto investimento do erário público, em suma… do POVO!

Diz-nos o bom senso, que se devem colocar os interesses de uma população acima dos pessoais e partidários, o que não se tem verificado ao longo dos últimos tempos. Esta constatação deste facto deve-se não só ao desencadear desta actual crise política, mas também ao “salivamento” que podemos verificar, quer dentro dos partidos, quer entre partidos! Se uns já se põem a jeito para uma qualquer coligação, que já nos trouxe más experiências diga-se, outros levantam já o véu a uma ou outra disputa interna pela sucessão, sucessão essa, que é vista como um trampolim para o “pote de mel”.

As responsabilidades internas pela situação actual têm que ser repartidas por TODOS os responsáveis, sejam eles da oposição, do Governo, do PR, dos gestores, do próprio POVO… e só assumindo essas responsabilidades, se poderá olhar em frente e construir um futuro, já que a maior parte dos debates a que assistimos, a palavra “herança”, tem sido permanentemente arremessada entre bancadas! Com isto não estou a defender um Governo de Salvação Nacional, nem tão pouco o Centrão, mas sim um debate construtivo, a negociação, as cedências, os acordos…

Num curto espaço de tempo defendo:

1. Redução dos deputados da Assembleia da República.

2. Acabar com as empresas Municipais ruinosas.

3. Auditar e aferir as competências de Institutos e PPP.

4. Redução das Câmaras Municipais, Assembleias Municipais e Juntas de Freguesia.

5. Reduzir o financiamento aos partidos.

6. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado.

7. Acabar com as Administrações numerosíssimas de hospitais públicos e tornar públicos os vencimento, currículos dos Administradores.

8. Impedir a acumulação de reformas Estado/Privado, bem como adoptar o vencimento do PR como tecto máximo e de referência para TODOS os dependentes do Estado.

9. Aumentar os impostos da Banca.

10. Controlar a acção de Municípios no que concerne aos lugares de nomeação, ou “pseudo-concursos” públicos feitos “à medida”.

11. Proibir a nomeação de familiares para cargos. “Nepotismo”.

12. Fiscalizar o “regabofe” urbanístico em que Municípios encobrem milhões através de empresas fantasma e promiscuidades.

13. Criminalizar, imediatamente o enriquecimento ilícito.

14. Fiscalizar a actividade bancária para evitar novos “lehman brothers”.

15. Dotar a Autoridade da Concorrência de mais e melhores meios, eventualmente com “pontes” na PJ.

16. Impedir que Ex-Ministros possam ter cargos em empresas participadas pelo Estado ou PPP.

17. Extinção dos Governos Civis.

18. Avançar JÁ com a Regionalização.

Muito mais há para propor, muito mais há a mudar, muito mais há a defender, mas não poderia de forma alguma estar a tecer uma crítica, sem fazer algum tipo de proposta. Não é ético, não é pedagógico, não é construtivo, não é responsável usar do “bota-abaixismo”, só pela ânsia do poder, pelo revanchismo, deixando de lado algo de edificante.

Chega de salivar pela refeição, somos mais que isso!