sábado, 1 de setembro de 2007

Linhas, limites, marcas


Há desde sempre uma tendência do ser humano para categorizar, classificar, delimitar, de tal modo que:
Um familiar, pode ser próximo ou distante…
Um carro pode ser barato, caro, lento, rápido…
Uma pessoa pode ser conhecida, amiga, próxima…
A ideologia pode ser de direita, esquerda, centro direita, extrema esquerda…

Enfim, um sem número de exemplos, mas afinal, o que delimita a fronteira entre o aceitável e o inaceitável? O que marca o ponto entre o real e o imaginário? Que linha separa um país de outro? (fronteira? Qual? Rio? As margens do rio?...?

- Amigo, tem lá calma que já estas a ultrapassar os limites do aceitável…
Aceitável por quem? Pelo senso comum? Pela maioria? Ou por cada um de nós?

- Ouça lá meu jovem, você já está a passar das marcas…
Quais? Alguém viu alguma marca? (tipo: “o ar é de todos” by Gato fedorento)

- Há efectivamente uma linha que não se pode ultrapassar…
Há? Não a vi! Regras? Até as leis constitucionais são alteradas.

- A bola ultrapassou completamente a linha…
Pois, mas quando? Se examinarmos microscopicamente o lance!

O que define essas marcas em parte dos casos é um ponto físico, por ignóbil que seja, mas na maioria dos casos o ponto, a marca, o limite é fruto de um consenso ou de um acordo conseguido por uma maioria vigente que impõe regras e normas, normalmente as mais convenientes e convergentes com os próprios interesses frívolos, momentâneos e muitas vezes supérfluos. Ok vamos lá conter um “peido” porque não é socialmente aceite…

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