quarta-feira, 30 de maio de 2007

Barcos e Instituições


Uma instituição/organização deve ser "conduzida", "pilotada" como um barco. Não sei onde, mas já ouvi isto em qualquer lado, o que me faz pensar no porquê dessa expressão. Será talvez pela necessidade de concentração, entrega, sensibilidade, capacidade de previsão? O que é certo é que em ambos os casos temos um mamífero... O Rato! Quero com isto dizer que, por exemplos que conheço, encontro no Rato o ser que normalmente vive, que se alimenta de/e na instituição. Num buraco, debaixo de um móvel, ou na cadeira do Comandante... Nos barcos o Rato vive bem, também se movimenta nas entranhas, também se alimenta do que outros produzem, também tiram proveito da sua "ratice" para sobreviver, ainda que, a maior semelhança que posso encontrar entre instituições e barcos, em conjunto com o nosso Mastozoário, é que em ambos os casos, quando "a coisa" vai ao fundo, são eles os primeiros a saltarem fora, ou seja, quando o barco se vai afundar, são os ratos os primeiros a "abandonarem o navio", ou ainda, quando uma instituição passa pelas dificuldades terminais (ou não), são os mesmos ratos os primeiros a abandonar a organização. Com estas ideias soltas e mal organizadas quero dizer simplesmente que nas instituições, tal como nos barcos, temos estes seres parasitas, chupistas até, que tiram proveito de uma relação que está muito longe de ser simbiótica. Estes seres, sob o manto do empenhamento, paixão, passam-se por membros ou marinheiros, de excelência ou abstrusos, para se afirmarem como típicas sanguessugas sem escrúpulos ou sobriedade moral. Claro está, que não quero fazer qualquer tipo de generalização, longe disso, apenas constato aquilo que me passa pela por perto. Este tipo de constatação que faço está intimamente relacionada com uma outra expressão que noutra oportunidade explorarei à luz da minha subjectividade expressão essa que reza o seguinte: "As pessoas tendem a ser promovidas acima do seu nível de incompetência" Laurence Johnston Peter (1919–1990). A relação que encontro, é que os Ratos, vão evoluindo nas instituições, até atingirem o topo, muito acima daquilo que merecem, sabem ou podem, o que faz a saída do barco aquando do naufrágio mais rápida e aprazível até! Valerá a pena ser Rato?

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